Onde a personalização pode gerar valor em um programa de loyalty?

Pequenas adaptações em pontos específicos da jornada já produzem impactos relevantes, sem precisar criar uma experiência completamente diferente pra cada participante. A gente vê isso direto com cliente: quem tenta personalizar tudo de uma vez trava o time inteiro tentando decidir por onde começar. 

 

  1. Benefícios

O catálogo de um programa pode ter uma grande variedade de recompensas, mas a quantidade de opções disponíveis não garante que elas sejam relevantes para todos os participantes. Dados de navegação, histórico de resgates, preferências e comportamento podem ajudar a identificar quais categorias apresentam maior aderência para diferentes perfis. A partir disso, a empresa pode trabalhar com uma exposição mais relevante dos benefícios, facilitando a descoberta de recompensas que tenham maior potencial de interesse. Aumentar a relevância do que é apresentado importa mais do que aumentar o catálogo. 

 

  1. Comunicação

A mesma mensagem pode ter resultados diferentes dependendo de quem recebe, quando recebe e por qual canal. Um participante que acabou de entrar no programa possui necessidades diferentes de alguém que já interage frequentemente. Da mesma forma, quem acumulou pontos e ainda não realizou nenhum resgate pode precisar de uma comunicação diferente de quem já utiliza os benefícios com frequência. 

 

Personalização pode envolver: 

 

Mensagem + canal + frequência + momento 

 

A combinação desses elementos permite construir comunicações mais alinhadas ao estágio e ao comportamento de cada participante. 

 

  1. Incentivos

O incentivo também pode ser adaptado de acordo com o comportamento que a empresa deseja estimular. Um participante que ainda não realizou sua primeira ação pode receber um estímulo voltado à ativação. Quem já participa regularmente pode receber desafios que estimulem frequência ou recorrência. Nesse caso, a personalização vive na relação entre comportamento observado e comportamento desejado, mais do que na recompensa em si. 

 

Essa conexão permite que a estratégia de incentivo tenha objetivos diferentes para públicos diferentes, mantendo uma lógica de negócio. 

 

  1. Experiência

A jornada dentro de um programa também pode responder ao nível de participação de cada pessoa. Um novo participante pode precisar de mais orientação para entender como o programa funciona. Um participante recorrente pode ter interesse em acessar rapidamente benefícios, missões ou oportunidades relacionadas ao seu histórico. Dados comportamentais podem ajudar a identificar esses diferentes momentos e orientar experiências mais adequadas para cada estágio. A personalização, nesse caso, contribui para reduzir fricções e tornar a jornada mais intuitiva. 

 

  1. Recomendação

O histórico de comportamento também pode ajudar a antecipar interesses: benefícios visualizados, categorias resgatadas, frequência de participação e outras interações podem gerar sinais para recomendar conteúdos, recompensas ou oportunidades com maior potencial de aderência. 

 

Uma recomendação relevante reduz o esforço de escolha e aproxima o participante de algo que já apresenta conexão com seu comportamento.   

  

Como saber se a personalização está funcionando? 

 

Personalização não deve ser avaliada apenas pela quantidade de segmentos ou experiências criadas, o indicador está no impacto que essas decisões produzem sobre o comportamento do participante. Dependendo do objetivo da estratégia, alguns indicadores podem ajudar nessa avaliação: 

 

Participação – Aumento da adesão e frequência de interação. 

Resgates – Maior utilização dos benefícios disponíveis. 

Conversão – Melhor desempenho das campanhas e ofertas. 

Recorrência – Maior continuidade da participação ao longo do tempo. 

Abandono – Redução da saída ou da inatividade. 

Engajamento – Maior interação com os diferentes pontos da jornada. 

Utilização de benefícios – Maior aderência entre benefícios apresentados e benefícios utilizados. 

 

A análise desses indicadores permite entender se a personalização está produzindo uma experiência mais relevante e se essa relevância está gerando impacto para o negócio. 

 

Identificar os momentos em que uma experiência mais relevante muda a forma como o participante interage com o programa importa mais do que multiplicar experiências. É justamente nesses pontos que dados, inteligência e tecnologia deixam de ser apenas recursos operacionais e passam a contribuir para decisões mais estratégicas de relacionamento. 

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